| ««Das Gavetas do Quarto»» | |||
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Quarta-feira, Junho 28, 2006 [Não consegui pensar em um título] Hoje eu precisava deles. Olhei para a estante e só encontrei buracos negros, digo, marrons. Um vazio escuro e desolador. Não os encontrei. Foram parar em caixas de papelão pela manhã. A essa altura já estarão num quarto escuro e vazio, sem qualquer suporte de prateleira, sem contato algum, apenas numa caixa sobre o chão de um quarto ermo. Guardei todos os livros de poesia. Como pude supor que (sobre)viveria sem eles? "Literapia" é o nome de uma crônica que li um dia. Hoje descobri que também é nome de uma revista do Nordeste. Sempre gostei do nome. Apesar de já ter pensado em uma junção prática para literatura e poesia, nunca me ocorreu "literapia". Também já pensei em poesia mais terapia: "poeterapia"? Ainda acho "literapia" mais convincente, abrange tudo, prosa e poesia. Mas eu queria agora meus livros de poesia de volta. Olhei para a Obra poética, de Pessoa, e pensei: "Já guardei Ricardo Reis e Álvaro de Campos, deixarei a obra completa por aqui, vou levá-la por último". Pensei apenas. Num ímpeto suicida, guardei tudo. Tudo. Só me restaram livros de crítica, dicionários e gramáticas. Nada. ( 11:23:27 PM ) Desengavetado por Someone # Comments: Quinta-feira, Junho 15, 2006 Saldo do meu aniversário: 1. A cidade sitiada, Clarice Lispector; 2. O encontro marcado, Fernando Sabino; 3. Sobre o ofício do escritor, Schopenhauer; 4. Um gel anti-séptico para as mãos. :-P ( 11:59:22 PM ) Desengavetado por Someone # Comments: Sábado, Junho 10, 2006 Mitos Nossa, consegui ficar um mês inteirinho sem escrever qualquer coisa por aqui. Em outros tempos, isso seria inimaginável. Assim como, em outros tempos, também seria inimaginável acordar todos os dias às 8h30, no primeiro tempo e, definitivamente, por volta das 9h30. Só não consigo compreender muito bem por que é tão difícil para as pessoas destruírem imagens "antigas". No início da semana, liguei para a minha cunhada por volta das 10h. Desde o aniversário dela (8 de maio), estávamos tentando combinar algo. Com o meu na semana passada, resolvemos marcar um almoço ontem. Bom, liguei no início da semana para passar de quarta-feira, dia combinado inicialmente, para sexta. Ouvi: "Ah, eu ia te ligar para confirmar, mas estava esperando dar 1h [da tarde, claro], não é quando você acorda?". Se ela soubesse há quantos anos eu não acordo mais tão tarde assim. Aliás, até em outros tempos, não era uma constante. Passei boa parte da minha vida acordando às 11h, ao meio-dia, mas, puxa, ninguém faz isso ad eternum. Ontem, ainda tive de ouvir: "Estranhei quando vi uma chamada sua com o horário das 9h30 hoje". Não. Duas vezes na mesma semana? Pelo menos tive a oportunidade de explicar pessoalmente algumas mudanças. Sempre tive duas famas: acordar tarde e demorar no telefone. Nada disso mais funciona. Aliás, ultimamente eu evito dar meu número para pessoas "novas" ou "antigas" que me reencontram. Quando muito, passo o celular. Não tenho mais paciência para longas horas ao telefone. Se for um bate-papo rápido, ou até longo, desde que não seja sempre, tranqüilo. Tenho preferido, no entanto, bate-papos "reais", embora, admito, não encontre meus amigos com a freqüência de que gostaria. As pessoas poderiam estar mais atentas ou sensíveis às mudanças das outras. Se gostam de rotular, que pelo menos saibam trocar os rótulos. Ainda estou bastante longe de me entender com o tempo de forma geral, mas tenho feito progressos. ;-) ( 12:14:01 PM ) Desengavetado por Someone # Comments: |
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