| ««Das Gavetas do Quarto»» | |||
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Domingo, Abril 30, 2006 Pequeno poema didático O tempo é indivisível. Dize, Qual o sentido do calendário? Tombam as folhas e fica a árvore, Contra o vento incerto e vário. A vida é indivisível. Mesmo A que se julga mais dispersa E pertence a um eterno diálogo A mais inconseqüente conversa. Todos os poemas são um mesmo poema, Todos os porres são o mesmo porre, Não é de uma vez que se morre... Todas as horas são horas extremas! (Mário Quintana) ( 7:04:56 PM ) Desengavetado por Someone # Comments: Domingo, Abril 23, 2006 Someone e o taxista Sexta-feira, 21 de abril, feriado: eu e Naivefire saíamos do CCBB... Havia dois carros na porta. Perguntaram se queríamos táxi, dissemos que sim e entramos em um deles. Some: Boa noite... Seria para a estação de metrô mais próxima, por favor. (Naive e o taxista conversaram sobre qual seria a estação e chegaram a um acordo: Uruguaiana.) Taxista: É muito perto... Vocês vão para onde? S: Irajá. N: Aí fica muito longe... T (ao se aproximar da estação): Não acredito que vocês me tiraram de lá só para vir até aqui... S: É o seu trabalho. T: Como todo trabalho, esperamos fazer bons negócios. S: O senhor tinha a opção de falar que até aqui não nos traria. T: Vocês já estavam dentro do carro, seria indelicadeza da minha parte. S: Está sendo indelicado agora. T: Estamos em uma sociedade, acho que se eu não puder comentar... S: Sim, claro, e eu também posso responder. (Chegando à estação...) N: Ih, está fechada... T: Para onde eu vou com vocês agora? S: Vamos ficar aqui. T: Agora tô preocupado em deixar vocês aqui... S (pagando): Boa noite e boas corridas para o senhor (tom irônico). ( 8:56:41 PM ) Desengavetado por Someone # Comments: Quarta-feira, Abril 19, 2006 Às vezes sinto uma vontade absurda de esvaziar minha mente escrevendo. Porém, só fracasso. Não chego a me armar com papel, caneta ou lapiseira, nem mesmo ligo o computador, abro o editor de textos e deixo as mãos a postos. Não. A vontade dá – nada é feito – e passa. Minhas vontades sempre tiveram vida e morte próprias. Nunca dependeram de mim de verdade. Eu as tenho, claro; todavia, não as executo. Vontades vêm. Vontades vão. Quase nunca são imperativas. Pelo menos nunca o foram quando senti vontade de ir a uma praia deserta e me embebedar até o pôr do sol. Nunca o foram quando senti vontade de experimentar um cigarro (e não um "baseado") pela primeira vez. Já me imaginei usando drogas ilícitas, mas vontade mesmo eu nunca tive. Quando o incômodo e o cansaço me eram insuportáveis, pensava em fazer uma daquelas coisas na praia. Talvez nunca o tenha feito por preguiça de ir de casa até lá, por medo de ir sozinha – embora não quisesse dividir o momento com alguém –, então a vontade e a imaginação bastavam. Já fiquei bêbada; já experimentei um cigarro, mas nada aconteceu no ambiente idealizado. Hoje a fantasia acabou. Meu ópio são meus pensamentos inebriantes. ( 10:13:43 PM ) Desengavetado por Someone # Comments: Sexta-feira, Abril 14, 2006 Como vão as coisas Não sei se já perceberam: a vontade de deixar algo escrito por aqui é praticamente nula. Há tanta coisa que deixei de registrar neste espaço. Não sinto a mesma necessidade de antes. Apesar de falar relativamente pouco com a minha analista, ela agora ocupa a função do blog. ;-) Não, não é a melhor justificativa. Talvez seja melhor dizer que meu momento de vida é outro, bem diferente de quando comecei a deixar externações lineares virtuais. O que posso dizer para atualizar quem só tem notícias de mim por aqui? :-P No dia 6 de março, "saí do armário" para a minha mãe. Queria falar um pouco mais sobre isso, mas estou sem paciência no momento. Bom, se estou aqui para contar a história, não foi traumático. Apesar de a reação da minha mãe ter-me surpreendido, ainda não está dentro de um ideal. Não perdi o seu amor – meu maior medo antes de contar –, mas não ganhei maior proximidade ou intimidade. Na verdade, nossa relação continua como antes, com a diferença de que agora ela sabe que, sim, eu namoraria/namoro uma mulher. Talvez tenha mudado mais para ela: a certeza do que antes era apenas uma desconfiança não lhe caiu bem. Por outro lado, senti um alívio e uma leveza muito grandes, amei sua reação e me senti até envergonhada por em algum momento ter duvidado de seu sentimento por mim. Porém, hoje, pouco depois de um mês, sinto falta de algumas coisas. Fazer o quê? Nem tudo é perfeito. Não dá para ter tudo. De qualquer forma, não tenho do que reclamar: o saldo foi positivo. Para quem estava sem paciência, até que falei bastante. Deixo os "detalhes" para outro momento, talvez. ( 10:46:18 PM ) Desengavetado por Someone # Comments: Domingo, Abril 02, 2006 Ando meio assim Anti-sociável. Cansada. Indecisa... ( 6:03:08 PM ) Desengavetado por Someone # Comments: |
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